quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ser importante na vida de alguém

Quando é que que somos realmente importantes na vida de alguém? É só quando desvanecemos? Ou quando fazemos sofrer uma pessoa e ela num ato de reflexo inerente á natureza humana se defende, e se dirige a nós? Tenho sérias dúvidas que tudo não passe de uma falácia, inventada por mentes desocupadas da rotina de um qualquer ser comum.

Na verdade, nem todos nos julgamos amados nesta vida, ainda mais verdade é, quando nós próprios nos transformamos num óbice na vida de alguém, aí passamos de vísivel incómodo, a seres insensíveis, num ápice, sem olhos para uma clara impertinência que julgamos até então, tão natural como outra coisa qualquer.

Ser importante é estar presente, não sei no entanto se será assim uma verdade tão grande que nos permita universalizar tamanho adágio, embora o fato de estarmos fisicamente perto de alguém nos leve a estar ao mesmo tempo próximos da tentação de ser amados e amar, ou ser odiados e odiar. É então um risco que decidimos correr, se formos demasiado atentos á natureza humana e por isso sensíveis, fazemos de tudo para que o sofrimento saia do dicionário de uma qualquer relação, senão, estamos sujeitos a ver-nos enredados numa teia, que nos aprisiona ao medo de uma avaliação constante por parte de outrém que nos irá julgar ao milímetro na sua escala de importância. A solução é simples, senão vejamos, será assim tão obstinado sermos importantes para alguém, de tal forma que nos leve a viver na obsessão de o sermos, sem que para isso tenhamos certeza que realmente é isso que nos irá fazer feliz numa qualquer e vulgar relação?

Ou então porque é que não se vive sem o peso da responsabilidade de tentar ter uma posição naturalmente conquistada na vida desse alguém sem que para isso se precise de fazer o que quer que seja, para além de se viver a vida?

Não ter que estar preso ao olhar de ninguém a não ser ao nosso próprio reflexo, enquanto seres livres que somos, eis a solução.
Publicada por Go em 1:45 AM


Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever
Clarice Lispector

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sabemos sempre quem nos fere, mas nem sempre sabemos a quem ferimos.

Eu já começara a adivinhar que ele me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Clarice Lispector

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. (...) Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.(...)
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drumond de Andrade

O Valor das coisas!!

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis

Fernando Pessoa
 
 
Só sabemos o valor que uma pessoa tem na nossa vida quando nos imaginamos longe dela.
Só sabemos o valor de uma mensagem, quando esperamos por ela e ela parece que nunca chega.
Só sabemos o valor de um olhar, de um sorriso, quando deixamos de recebê-los.
Só sabemos o valor de um amor, quando sentimos o nosso coração vazio.
Só sabemos o valor de um sonho, quando percebemos que é impossível torná-lo realidade.
Há coisas que se perdem nem sabemos bem porquê! Quando as perdemos reconhecemos finalmente o valor que tinham na nossa vida.

Por isso devemos aproveitar a cada minuto as pessoas que amamos, as mensagens que recebemos, os olhares, os sorrisos, o nosso amor, os nossos sonhos, e, principalmente, viver e dar valor à vida.